quinta-feira, 14 de junho de 2012

" É realmente como as pessoas dizem a vida é uma caixinha de surpresas, você nunca sabe o que vai sair de lá, as vezes tem sorrisos em meio a lagrimas, as vezes tem lágrimas em meio a sorrisos, as vezes só lagrimas, as vezes só sorrisos... mas venho descobrindo uma coisa importante sobre a vida; as escolhas, são uma delas, a vida te ensina a amadurecer e pra aprender quase tudo que você hoje sabe, digo, das coisas mais simples as mais complexas, de aprender a andar de bicicleta ao cálculo interminável. 
 Você precisou daquelas quedas pelo caminhos, viu seus joelhos ralados quantas vezes? você viu o sangue escorrer e foi chorando pra quem te ensinava dizer que não queria continuar? que tava doendo demais, que tava difícil demais? quantas vezes você desistiu de fazer o calculo de matemática ou física simplesmente porque seu coleguinha tinha feito? é achar um caminho mais fácil é sempre mais proveitoso, pelo menos aparentemente, pois assim digo cada coisa que a vida me ensinou custou um pouco de mim, um pouco de joelho, um pouco de cérebro, um pouco de esforço e força de vontade. Agradeço a quem se dispôs a me ensinar cada coisa, a cada mão que me levantou enquanto eu estava no chão de joelhos ralados e cada pessoa que apagou minha conta errada e disse: "não é assim, tá errado!" perseverança eis a palavra mais bendita entre todas, recomeçar é outra...  começar do zero novamente. Não deu? tenta outra vez, não deu de novo? tenta de novo, e de novo, e de novo...Mas as vezes recomeçar significa apagar tudo e construir de novo, apague o calculo completo, esqueça o joelho, simplesmente finja que a primeira pedalada nunca existiu e você nunca tentou resolver os cálculos, procure novas pessoas que o ensine a fazê-lo e novas maneiras, não procure o cálculo pronto e nem as rodinhas para por na bicicleta, afinal a gente só aprende depois de muito errar " (Gislayne Souza)

sexta-feira, 18 de maio de 2012


"Estranho é que ela já apanhou demais da vida. Essa moça tem relacionamentos estranhos, acho que ela está condicionada a ser uma pessoa substituta. E quem não é? A gente sempre acha que é especial na vida de alguém, mas o que te garante que você não está somente servindo pra tapar buracos, servindo de curativo pras feridas antigas? A moça…ela muito amou, ama, amará, e muito se machuca também. Porque amar também é isso, não? Dar o seu melhor pra curar outra pessoa de todos os golpes, até que ela fique bem e te deixe pra trás, fraco e sangrando. Daí você espera por alguém que venha te curar." (Caio Fernando Abreu)

segunda-feira, 30 de abril de 2012



"Aquela velha história do amigo engarrafado me era completamente aplicável, não havia companhia melhor. Porque eu não desejava conversar, pessoas se preocupam demasiadamente e eu não precisava de especulações, conversas enfadonhas e repetir tudo o que estava acontecendo comigo. Não. Eu não quero falar sobre isso. Isso o quê? Se eu tivesse noção do que era. Acontece que esses dias estão tortuosos e eu não desejo levantar-me daqui, a poltrona já adquiriu o formato do meu quadril e a TV me dá o entretenimento necessário para continuar trancafiada aqui. Sossego é o que eu quero... E eu chorei um oceano inteiro essa noite. Eu precisava esvaziar. Porra eu preciso ser internada." (Caio Fernando Abreu)

sábado, 28 de abril de 2012



"Hoje a tristeza

Não é passageira

Hoje fiquei com febre
A tarde inteira
E quando chegar a noite
Cada estrela
Parecerá uma lágrima


Queria ser como os outros

E rir das desgraças da vida
Ou fingir estar sempre bem

Ver a leveza
Das coisas com humor


Mas não me diga isso
É só hoje e isso passa
Só me deixe aqui quieto
Isso passa
Amanhã é um outro dia
Não é?


Eu nem sei porque
Me sinto assim
Vem de repente um anjo
Triste perto de mim


E essa febre que não passa

E meu sorriso sem graça
Não me dê atenção
Mas obrigado
Por pensar em mim "

 (Legião Urbana- A Via Láctea)

quarta-feira, 18 de abril de 2012

" Me perguntaram se eu acreditava em alma penada. Eu fui mais além, disse que acredito em 'corpo penado', o corpo perambulando mas a alma tá morta...acho que sou eu !"
(Gislayne Souza)

segunda-feira, 2 de abril de 2012



" E eu venho morrendo aos poucos, em feridas que a todo tempo eu insisto em toca-las, ou mesmo em colocar alguma coisa que machuque em cima. Eu insisto em me trancar e não deixar que ninguém saiba o que se passa, porque a ferida é minha e só pertence a mim, então eu me sinto no direito de preserva-la, o que é uma pena pra quem olha de fora e fica na curiosidade e expectativa para ver minha ferida, como quando você se machuca e todos pedem pra você tirar o curativo de cima pra ver em que estado ela está, mas não, eu gosto da minha ferida como ela está, o estado dela assustaria aos outros de fora embora eu já esteja acostumada, já ta fazendo parte de mim, minha ferida é o que me faz lembrar que eu não estou só, tem alguém tentando cura-la. Se algo dói é porque eu ainda estou viva! " (Gislayne Souza)